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Benefícios da música no tratamento do câncer

Bem-estar & Saúde 13 de setembro de 2017

A musicoterapia surgiu após a Segunda Guerra Mundial como um recurso para ajudar a aliviar o sofrimento de soldados veteranos feridos ou doentes. Músicos começaram a tocar em hospitais e foi observado que muitos pacientes apresentavam sinais de recuperação mais rápida que os demais.

Esses resultados estimularam a pesquisa sobre o assunto e, atualmente, existem cursos de graduação e pós-graduação em musicoterapia em mais de quarenta países.

O filósofo Friedrich Nietzsche atribuía tanta importância à música que chegou a declarar que a vida sem ela, seria um erro. Não é necessária a profunda reflexão filosófica para revelar os seus benefícios, o senso comum já ensina “quem canta seus males espanta”. E, não são somente as preocupações ou aborrecimentos que se desfazem ao seu encanto, também desaparecem aflições físicas e mentais.

O Dr. José Carlos Areias, em seu artigo científico “A música, a saúde e o bem-estar”, concluiu: “Sendo o prazer da música muito subjetivo, para uma melhor saúde física e psíquica podemos escolhê-la, extraindo dela inquestionáveis benefícios. A eficácia da musicoterapia tem sido descrita, sobretudo quando se escolhe música clássica ou outra relaxante. Vários estudos sugerem que este tipo de música tem efeitos no sistema cardiovascular, influenciando a frequência cardíaca e a sua variabilidade, bem como a pressão arterial. Graças à plasticidade cerebral, a música é uma poderosa ferramenta terapêutica de baixo custo e risco, com inequívocos efeitos positivos na memória, atenção, funções motoras e emoção. Tem ainda um efeito muito positivo na diminuição da intensidade ou frequência da dor e na medicina intensivista, para além de prazer e bem estar que a todos nós pode proporcionar na diminuição do stress ou desgaste diário, contribuindo significativamente para uma eficaz regulação emocional.”

A Cochrane, rede global de pesquisadores independentes em saúde, recentemente, divulgou o resultado de uma revisão de estudos científicos de todo o mundo sobre o efeito da música em pacientes com câncer.

O trabalho confirmou que “as intervenções de música podem ter efeitos benéficos sobre a ansiedade, dor, fadiga e qualidade de vida em pessoas com câncer. Para além disso, a música pode ter um pequeno efeito positivo na frequência cardíaca, frequência respiratória e pressão arterial. Redução da ansiedade, fadiga e dor é resultado importante para as pessoas com câncer, uma vez que têm um impacto sobre a saúde e a qualidade de vida em geral. Portanto, recomendamos que se considere a inclusão de musicoterapia e intervenções de música médica no tratamento psicossocial do câncer”.

Essas informações, certamente, merecem ser passadas adiante, pois poderão ajudar muitas pessoas.