voltar para outros artigos

Brasília, a capital da esperança

Embarque Nessa 10 de janeiro de 2018

Tire da sua cabeça qualquer questão que você tenha com política ou instituições. Essa imagem distorcida que a maioria dos brasileiros tem sobre Brasília faz com que muita gente não conheça o que a capital do nosso país tem a oferecer. Brasília é incrivelmente linda e merece ser olhada de perto.

Confira abaixo algumas dicas do que fazer nessa cidade que é tão bela, que o site Viaje na Viagem listou:

O Eixo Monumental funciona como o melhor portfólio de Oscar Niemeyer, de quando o arquiteto ainda acreditava na convivência pacífica entre curvas e ângulos retos. (Os clássicos ficam ainda mais belos perante as obras recentes, pouco inspiradas, como a Biblioteca Nacional e a Torre de TV Digital.)

Um fim de semana: é tudo o que você precisa para se orgulhar da sua capital.

Quando ir

Chove muito pouco entre maio e setembro (quase nada de junho a agosto). É a melhor época para constatar ao vivo o verso de Fernando Brant: “Nada existe como azul sem manchas do céu do Planalto Central”.

A cidade é mais verde e bonita em maio e junho. Os dias ensolarados, porém, também a baixíssima umidade. Quanto mais tarde na estação seca, mais seco estará o ar.

No início de setembro, no auge da secura, acontece o espetáculo (fugaz) dos ipês amarelos floridos. Mas logo em seguida a cidade começa a sofrer os efeitos das queimadas do cerrado. Evite.

O único feriado em que a cidade lota é o 7 de Setembro, com os convidados oficiais. Nos outros, a capital federal sempre é uma bela alternativa, com a vantagem de voar no contrafluxo.

Como chegar

A capital federal é ligada por vôos diretos a quase todas as capitais estaduais. (Só Boa Vista e Macapá que não.)

Com exceção de Rio Branco, as outras estão a no máximo 2h30 de vôo. (De São Paulo e Rio, dá para escolher o aeroporto: há vôos também de Congonhas e Santos Dumont.)

A cidade histórica de Pirenópolis fica a 140 km a oeste (vá pela BR 070, via Águas Lindas). A Viação Goianésia faz a rota.

A Chapada dos Veadeiros fica na direção norte; saia da cidade por Sobradinho. Alto Paraíso, a esotérica, fica a 220 km (de ônibus, vá pela Real Expresso, saindo da Rodoviária Interestadual). São Jorge, a hipster, fica 35 km adiante — os últimos 12 km de terra (a Viação Santo Antônio sai da Rodoviária do Plano Piloto).

Onde ficar

A hospedagem em Brasília é cara, mas as tarifas baixam no fim de semana.
Perto do Alvorada, o complexo Royal Tulip + Golden Tulip funciona como um resort à beira do Lago Paranoá. O vizinho Brasília Palace tem charme histórico. Um dos mais novos hotéis da cidade fica ali perto, o Eurostars Brisas do Lago.

O Setor Hoteleiro Sul e o Norte são vizinhos, separados pelo Eixo Monumental.

A melhor estrutura é a do complexo Meliá Brasil 21, com três hotéis (Meliá, Brasília 21 e Convention) a passos do shopping Pátio Brasil.

Os dois Mercure (Eixo e Líder) e os novos Comfort Suites Brasília, Nobile Suites Monumental e Culinan Hplus Premium ficam ao lado do Brasília Shopping.

Procure tarifas razoáveis nos renovados St. Paul e Naoum Express (próximos ao Pátio Brasil) e St. Moritz Hplus Express (junto ao Conjunto Nacional).

O que fazer

Para quem está sem carro, o Brasília City Tour é uma mão na roda: sai da Torre de TV, passa por toda a Esplanada, vai ao Alvorada e à Ponte JK. Algumas saídas podem ser coordenadas com o passeio de catamarã Mar de Brasília (informe-se com o pessoal do catamarã, que está dividindo as saídas entre o Royal Tulip e o Pontão do Lago Sul).

Dê um pulo ao Catetinho, o primeiro palácio provisório da cidade: vá de carro ou cacife um táxi.

Há visitas guiadas todos os dias no Congresso Nacional. No Itamaraty também, mas com horário restrito. O Alvorada abre às quartas (chegue às 14h para pegar senha), e o Palácio do Planalto, aos domingos.

Para ir à nova (e sem-graça) Torre de TV Digital, saia pelo Eixão Norte. Abre sábado e domingo; as senhas costumam acabar antes das 15h.

Num fim de tarde vá ao Pontão do Lago Sul, point de bares e restaurantes à beira do Paranoá.