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Conheça o tesouro direto

Minhas Finanças 2 de fevereiro de 2016

A caderneta de poupança sempre foi o investimento preferido pelos brasileiros em razão da segurança que oferece, por ser isento do imposto de renda e também pela simplicidade de seu mecanismo. Porém, o baixo rendimento obtido no ano de 2015, 8,07% para fazer frente a uma inflação que atingiu 10,67%, tem levado muitos à busca de alternativas.

Nesse cenário ganhou relevo o Tesouro Direto que no ano passado atingiu o número de 604,3 mil pessoas cadastradas, superando, pela primeira vez, a quantidade de investidores na bolsa.

O Tesouro Direto é um programa criado em 2002 pelo Tesouro Nacional em parceria com a BMF&FBovespa, para que pessoas físicas pudessem comprar títulos públicos por meio da internet. Antes, só era possível comprar indiretamente, por meio de fundos de renda fixa. Os custos com taxas administrativas eram altos e prejudicavam principalmente as aplicações de baixo valor.

Quando o investidor compra títulos públicos, na prática, ele está emprestando ao governo e receberá o seu dinheiro de volta remunerado por juros.

O investimento tem 100% de garantia do Tesouro Nacional. E o Brasil, como emissor de títulos domésticos, possui Grau de Investimento atribuído por duas importantes agências internacionais de classificação de risco, a Moody’s e a S&P.

São admitidas aplicações a partir de R$ 30,00 e o pequeno investidor recebe o mesmo percentual de remuneração oferecido às grandes instituições financeiras. Devido à rentabilidade bruta alta e os custos baixos, o ganho é maior do que aquele oferecido pelos Fundos de Investimentos.

Os custos são menores porque a taxa de administração paga às instituições financeiras está entre 0 e 2% e a taxa de custódia, que remunera a BMF&FBovespa, é de 0,3% ao ano.

O imposto de renda cobrado sobre as aplicações tem alíquotas diferentes conforme o prazo de duração do investimento, variando de 22,5% até 15%. Sendo pago, somente, no vencimento do título, no recebimento de juros semestrais ou em caso de venda antecipada.

O Tesouro Nacional realiza recompra dos títulos diariamente e o investidor pode vender a qualquer momento, mesmo antes da data de vencimento, isso garante a liquidez.

A praticidade para investir é grande, só é necessário ter o número do CPF e uma conta em uma instituição bancária. As transações são realizadas pela internet.

Existem dois tipos de títulos: o Pré-fixado possibilita saber exatamente o valor a ser recebido ao final do prazo de investimento, desde que os títulos não sejam vendidos antes da data de vencimento. Essa é a opção recomendada para quem acredita que a taxa pré-fixada será maior do que a taxa básica de juros da economia (Selic).

O outro tipo é o Pós-fixado, cujo valor é corrigido por um indexador, pode ser vinculado à taxa Selic ou ao Índice de Preço ao Consumidor- Amplo (IPCA). Nesse caso, a rentabilidade é composta por uma taxa predefinida mais a variação do indexador escolhido.

Conhecer novas formas para proteger o seu dinheiro é cada vez mais importante, por essa razão vale a pena fazer uma visita à página do Tesouro Direto (www.tesouro.fazenda.gov.br/web/stn/tesouro-direto) e obter outras informações.