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Enfrentar desafios mantém o cérebro jovem

Bem-estar & Saúde 4 de abril de 2017

A jornalista Mariza Tavares em sua coluna Bem Estar no portal G1 trouxe, recentemente, informações muito interessantes de uma pesquisa realizada nos Estados Unidos sobre os chamados superagers, nomenclatura criada pelo neurologista Marsel Mesulam para designar pessoas com mais de 65 anos para as quais o tempo parece não passar. Elas mantêm o desempenho intelectual e, muitas vezes, superam quem é bem mais jovem.

A pesquisa realizada no Massachusetts General Hospital foi descrita pela professora da Northeasteern University, Lisa Feldman Barret, em artigo publicado no The New York Times. Após comparar o cérebro de 17 superagers com os de pessoas comuns da mesma faixa etária, foi possível concluir que existiam diferenças em algumas regiões cerebrais, porém elas apareciam nas áreas da emoção e não da cognição, como se poderia supor inicialmente.

Resume a estudiosa: “O cérebro humano não funciona como uma rocha sedimentária, ele se reorganiza e se expande. As áreas emocionais funcionam como uma rede de comunicação e estão relacionadas, por exemplo, à linguagem, ao estresse e à regulação interna dos órgãos. Agora, os pesquisadores demonstraram que essas áreas são hubs (hub é um concentrador, um dispositivo com função de fazer ligações, por isso um aeroporto é conhecido como hub quando dali partem diversas conexões) com um papel primordial”.

Falando sobre o assunto para o Jornal de Brasília, a psicogeriatra Helena Moura explicou: “desafiar-se física e mentalmente por meio de atividade física regular, trabalho e estudos, por exemplo, é essencial para manter o cérebro jovem”.

A especialista conclui que “as atividades que são apenas prazerosas ou ajudam a passar o tempo, como palavras cruzadas, podem não ser suficientes para estimular a cognição. Ou seja, nada de aproveitar a aposentadoria só para descansar”.

O filósofo alemão Schopenhauer afirmava: “(…) assim como a nossa vida física consiste unicamente num incessante movimento, a nossa vida interior intelectual exige uma constante ocupação (…)”.

“(…) assim como a nossa vida física consiste unicamente num incessante movimento, a nossa vida interior intelectual exige uma constante ocupação (…)”.

Agora, pela ciência, é possível entender que, ao enfrentar desafios, um movimento alimenta o outro e ambos propiciam qualidade de vida.

Referência

http://www.jornaldebrasilia.com.br/brasil/aposentados-voltam-ao-mercado-de-trabalho-para-manter-a-mente-ativa/

http://g1.globo.com/bemestar/blog/longevidade-modo-de-usar/post/superagers-os-que-nao-veem-o-tempo-passar.html

http://quemdisse.com.br/frase/a-vida-esta-no-movimento-disse-com-razao-aristoteles-assim-como-a-nossa-vida-fisica/22254/




  1. Cilene D. Castilho de Souza disse:

    Muito bom! Quem não se ocupa com nada, a mente fica vazia e morre. Os desafios são para nos fortalecer, mesmo que haja lágrimas e tristeza.