voltar para outros artigos

Equilíbrio Financeiro em 2016

Minhas Finanças 2 de janeiro de 2016

Ano novo. Vida nova! Entre as promessas para o novo período, uma é especialmente proveitosa: manter o equilíbrio financeiro.

Os especialistas em educação financeira insistem em dizer que, mesmo em tempos de crise, é possível economizar e guardar dinheiro. Reinaldo Domingos, presidente da Associação Brasileira de Educadores Financeiros, afirma, por exemplo, que um diagnóstico detalhado dos gastos permite, na maioria dos casos, reduzir as despesas em 20%.

Outro caminho promissor é evitar a compra por impulso e fugir das promoções, geralmente ilusórias. Até mesmo evitar despesas com cafezinhos e guloseimas contribui para sobrar dinheiro no fim do mês.

Quanto aos juros, não adianta reclamar. O melhor é gastar menos do que se ganha, agindo assim, não será preciso tomar empréstimos.  O uso do cheque especial ou do cartão de crédito como forma de financiamento precisa ser evitado, pois os juros são altíssimos.

O consultor destaca algo crucial. Antes de pagar uma dívida é preciso analisar e fazer os ajustes necessários, do contrário a pessoa pode entrar em novas dívidas e a situação se transforma em uma bola de neve.

O presidente da ABEFIN enumera algumas dicas, que poderão fazer de 2016 um ano de sucesso no campo financeiro. Vale a pena registrar!

 

DICAS VALIOSAS

Perguntas que o consumidor deve se fazer antes de qualquer compra:
• Eu realmente preciso deste produto?
• O que ele vai trazer de benefício para a minha vida?
• Se eu não comprar isso hoje, o que acontecerá?
• Estou comprando por necessidade real ou movido por outro sentimento, como carência ou baixa autoestima?
• Estou comprando por mim mesmo, influenciado por outra pessoa ou por propaganda sedutora?
Se mesmo diante desse questionamento, a pessoa concluir que realmente precisa comprar o produto, seria prudente fazer mais algumas perguntas como:
• De quanto eu disponho efetivamente para gastar?
• Tenho o dinheiro para comprar à vista?
• Precisarei comprar a prazo e pagar juros?
• Não tenho o valor referente a uma parcela, mas o terei daqui a três, seis ou doze meses?
• Preciso do modelo mais sofisticado, ou um básico, mais em conta, atenderia perfeitamente à minha necessidade?
Para quem já está endividado, os seguintes passos são essenciais:
• Colocar na ponta do lápis todas as dívidas que possuir;
• Fazer um diagnóstico financeiro, ou seja, saber exatamente quais são os ganhos e gastos mensais;
• Relacionar, no mínimo, três sonhos: um de curto (até um ano), um de médio (de um a dez anos) e outro de longo (acima de dez anos) prazo, sendo que um deles deve ser o de sair das dívidas;
• Com os números em mãos, saber quanto poderá poupar por mês para realizar o sonho de sair das dívidas sem que tenha que fazer outra dívida;
• Aplicar esse dinheiro em um investimento que seja coerente com o tipo de objetivo (prazo) e com o perfil do investidor. É importante consultar um especialista;
• Ter em mente que só se deve pagar uma dívida quando se tem condições de fazer isso, ou seja, após se planejar, pois um passo precipitado pode até piorar a situação. Portanto, só se deve procurar um credor, quando já souber quanto terá disponível mensalmente para pagar e, então, poder negociar.