voltar para outros artigos

Magnésio, o Mestre dos Minerais

Bem-estar & Saúde 15 de fevereiro de 2017

O conhecido cardiologista e nutrólogo, Lair Ribeiro, autor de quinze best-sellers traduzidos para diversos idiomas, foi quem definiu o magnésio como o mestre dos minerais.

Em uma de suas entrevistas explicou que, há milhões de anos, a vida na Terra era anaeróbica. Graças ao magnésio, a clorofila pode transformar gás carbônico em oxigênio. Por isso, a vida aeróbica deve-se a esse elemento que está presente nas mitocôndrias das células. Ali, possibilita converter carboidrato, gordura e proteína em trifosfato de adenosina (ATP), isto é, em energia.

O professor de química do Instituto Federal do Mato Grosso, Rodrigues da Silva Sfredo, explica em um de seus trabalhos que “o magnésio é essencial no organismo por participar de mais de 300 reações químicas, atuando como estimulador da memória, do desempenho, do aprendizado, do humor e de atividades físicas”.

Em todas as fases da vida o consumo diário de magnésio é necessário, pesquisa realizada pelo Conselho de Alimentação e Nutrição dos Estados Unidos indica que as crianças precisam de 170 mg, mulheres 280 mg, homens 350 mg, grávidas 320 mg e lactantes 355 mg.

O professor titular da Faculdade de Biociências da PUC/RS, Diogo Lara, em artigo publicado no portal do Instituto de Longevidade Mongeral Aegon (institutomongeralaegon.org), chama a atenção para o fato de 68% da população não consumir a quantidade necessária do mineral.

O pesquisador atribui esse quadro a três fatores: “níveis reduzidos devido ao processamento dos alimentos; níveis reduzidos devido às condições do solo; mudanças nos hábitos alimentares”.

O aumento da idade traz mudanças gastrointestinais e renais que diminuem a capacidade de o organismo absorver e reter o magnésio. Por isso, é preciso estar atento aos sintomas que podem indicar carência, tais como: espasmos musculares, enxaqueca, arritmias, falhas de memória, falta de energia e problemas de sono.

Para compensar as perdas, o professor recomenda consumo de nozes, castanhas, sementes de abóbora, grãos integrais, pão e vegetais de folhas verdes. Suplementos contendo citrato, glicinato ou dimalato de magnésio também podem ser utilizados.

Lara adverte que o uso de suplementos precisa de acompanhamento médico e exige perseverança, pois efeitos na melhora no humor, na memória e no sono demoram de seis a oito semanas para surgirem.

Referências e citações:

https://www.lairribeiro.com.br/portfolio-items/a-importancia-do-magnesio-entrevista-com-dr-lair-ribeiro/

http://www.abq.org.br/cbq/2013/trabalhos/6/2542-13125.html

http://www.treinomestre.com.br/a-importancia-do-magnesio-para-o-organismo/

http://institutomongeralaegon.org/artigos-em-destaque/forca-do-magnesio

Food and Nutrition Board (National Research Council- National Academy of Sciences, 1989)