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Planejar o consumo para evitar os juros altos

Minhas Finanças 1 de junho de 2016

As taxas de juros continuam muito altas, estudo realizado pela Associação Nacional de Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade – ANEFAC, no mês de abril, demonstrou que as seis linhas de crédito pesquisadas (juros do comércio, cartão de crédito rotativo, cheque especial, CDC para financiamento de veículos, empréstimo pessoal em bancos e empréstimo pessoal em financeiras) tiveram suas taxas de juros elevadas pela 19ª vez consecutiva.

Os campeões dos juros altos são o crédito rotativo do cartão de crédito, que já superou a casa de 400% e o cheque especial que atingiu 255% ao ano. Por isso, é preciso muito cuidado no uso desses instrumentos, pois não devem ser utilizados para financiar as despesas que excedem a renda mensal.

O consumo planejado é a melhor forma para prevenir os riscos de cair nas garras dos juros abusivos. Para adotá-lo é preciso fazer uma mudança de hábitos cuja diretriz principal é manter os gastos dentro do orçamento familiar.

O portal Finanças Práticas propõe algumas diretrizes básicas que auxiliam o planejamento do consumo:

  • Como planejar?

Você sabe, exatamente, para onde está indo o seu dinheiro? Então, é hora de definir como pretende administrar a quantia que recebe todos os meses e assumir o controle da situação.

  • Tenha uma meta para despesas correntes

Na ânsia de cortar gastos, nunca deixe de alocar parte da sua renda para o lazer. Você deve reduzir as despesas para esse fim, mas não suprimi-las por completo. Afinal, de nada adianta poupar pensando no futuro, se para isso você é forçado a esquecer o presente. Uma das metas do planejamento deve ser aproveitar bem sua vida, porém com criatividade e sem massacrar seu orçamento por isso!

Procure estimar o quanto da sua renda está comprometido com despesas correntes essenciais, como, por exemplo: necessidade básica de comida e roupas, educação, despesas de moradia, prestação do carro, pagamento do seguro e lazer.

Reflita sobre o padrão de vida que a sua renda pode lhe assegurar e corte gastos que não reflitam esse padrão. O ideal é que as despesas acima não superem 70% da sua renda líquida anual, ou seja, da sua renda depois de descontados impostos e taxas que você tem que pagar para investir o seu dinheiro.

  • Três objetivos financeiros

Quando se fala em planejamento financeiro, há três objetivos em mente: acumular uma reserva de emergência, poupar no longo prazo para realizar sonhos de consumo e acumular um pé de meia para a aposentadoria. Ao estipular que as suas despesas correntes não irão superar 70% da sua renda, você pode destinar os 30% restantes para esses objetivos acima. Você pode começar destinando uma parcela equivalente de 10%, para os três. Mas, à medida que alcançar algum deles, pode direcionar uma parcela maior para os dois outros.

Quando alguém recorre aos juros altos do crédito rotativo do cartão crédito ou ao cheque especial está comprometendo por muito tempo a sua qualidade de vida, então é preciso ter em mente que a melhor maneira de evitá-los é planejar-se antes de consumir