voltar para outros artigos

Quais são os benefícios da medicina ortomolecular?

Bem-estar & Saúde 1 de março de 2016

A chamada medicina ortomolecular ganhou visibilidade ao ser divulgada como uma panaceia, capaz de garantir a eterna juventude e resolver casos de qualquer doença.

O custo elevado da terapia, que a mantém segredada nos extratos mais abastados da população, contribuiu para criar uma aura de alta sofisticação em torno da prática.

A imagem que se espalhou é evidentemente exagerada e imprecisa, o que gerou oposição e preconceito em relação ao recurso terapêutico.

A prática ortomolecular ou biomolecular deve ser entendida como “o emprego de técnicas que possam avaliar quais nutrientes (vitaminas, minerais, ácidos graxos ou aminoácidos) podem, eventualmente, estar em falta ou em excesso no organismo humano”, conforme define resolução do Conselho Federal de Medicina – CFM.

Um dos pilares da terapia é a busca por corrigir os desequilíbrios provocados no organismo pelos radicais livres, que são moléculas liberadas na queima de oxigênio pelas células do corpo.

 

Como atuam os radicais livres?

 

A Drª Jocelem Salgado, pesquisadora de Nutrição Terapêutica, explica que os radicais “são instáveis e apresentam um elétron com carga negativa que tende a se associar muito rapidamente a outras moléculas de carga positiva com as quais pode reagir ou oxidar”. E, tem mais, a presença excessiva dessas moléculas danifica o DNA e outros materiais genéticos.

 

Alimentação adequada

 

A alimentação correta é uma aliada na prevenção e combate aos efeitos oxidantes. Esclarece a Drª Jocelem: “certas vitaminas, minerais e substâncias ativas encontradas nos alimentos são, portanto, excelentes antioxidantes que neutralizam a ação dos radicais livres. O consumo dessas substâncias fortalece nosso sistema imunológico, além de reduzir o risco de uma série de doenças. Veja o que acontece a uma maçã sem casca deixada ao ar livre: ela oxida e fica escura. A casca está para a maçã, assim como os antioxidantes estão para o nosso organismo”.

Na opinião da professora, os alimentos devem ser a fonte preferencial dos recursos antioxidantes: “faça do alimento o seu medicamento”.

 

Complementação necessária?

 

O endocrinologista, Rogério Alvarenga, observa que “a indústria alimentícia e as agroindústrias privam os alimentos de diversos tipos de nutrientes e a eles adicionarem metais e substâncias estranhas. A colheita, o armazenamento e o transporte de legumes, verduras e frutas nas condições atuais, reduzem drasticamente a quantidade de vitaminas e sais minerais neles contidos. Por outro lado, e agravando a situação, está a pobreza do nosso solo em vários micronutrientes, tais como: selênio, cromo, zinco, cobalto, manganês, etc”. Esse quadro explicaria a necessidade de utilizar outros recursos.

A Terapia Ortomolecular, defende Alvarenga, é totalmente natural. Pois utiliza vitaminas, aminoácidos, substâncias antioxidantes e minerais especialmente tratados com a finalidade de neutralizar os radicais livres. Enfatiza, ainda, que o tratamento é individualizado baseando-se na história clínica, nos exames e nas características de cada paciente.




  1. João da Cunha Medeiros disse:

    Quais são as comprovações científicas que a Terapia Ortomolecular trazem benefícios para a saúde? A Medicina Ortomolecular é reconhecida pelo CFM?